24 de junho de 2009

SAÚDE: Associação de medicamentos antiobesidade é testada com sucesso nos Estados Unidos

Associação de medicamentos antiobesidade é testada com sucesso nos Estados Unidos


A associação de dois medicamentos, a bupropiona (antidepressivo utilizado para a cessação do tabagismo, comercialmente conhecida no Brasil como Zetron ou Zyban) e a naltroxona (medicamento usado para o tratamento do alcoolismo, comercialmente conhecida no Brasil como Revia), parece ser efetiva para o tratamento da obesidade, dizem pesquisadores do St-Lukes Roosevelt Hospital Center em Nova York (Estados Unidos).

A associação destes dois medicamentos, chamada de Coltrave, foi utilizada em mais de 500 obesos.Cerca de 230 obesos formaram o grupo controle, e receberam comprimidos de placebo (sem ação terapêutica).O índice de massa corporal (IMC) médio dos participantes era 36 kg/ m2 (a taxa ideal é até 25 kg/m2).

Após um período de acompanhamento de 52 semanas, os autores do estudo observaram uma redução aproximada de 10% do peso corporal. O Coltrave ainda não foi aprovado para o uso comercial nos Estados Unidos pelo FDA (Food and Drug Administration), órgão americano que regula o uso de medicamentos neste país.

Os efeitos colaterais mais comuns observados com o uso do Coltrave foram náuseas, constipação intestinal, boca seca, tonturas, dor abdominal e zumbidos. A principal causa de abandono do tratamento foram as náuseas (4,6% dos pacientes).

Quando comparado ao placebo, o Coltrave proporcionou uma redução significativa da circunferência abdominal, dos níveis de triglicerídeos , aumento do HDL colesterol e uma redução da PCR ultra sensível (prova de atividade inflamatória que aumenta o risco cardíaco).

Fonte: The Endocrine Society Meeting(2009).

www.portaldocoracao.com.br

SATANISMO- Fatos e Lendas






















Satanismo-Fatos e Lendas

INTRODUÇÃO

Quando se fala em satanismo,logo nos vem à mente homens vestidos de compri-das roupas negras com um punhal na mão rodeado por velas pretas, sacrificando alguma vítima.Esta talvez, é a comcepção de milhares de pessoas que conhece o termo“satanismo”apenas pela lembrança herdada-de filmes de terror ou de alguns livros cujo conteúdo pertence a idade média (no Brasil em anos recentes,entre as igrejas evangélicas,este tipo de satanismo ficou bastante conhecido devido a pro-paganda do livro de Rebecca Brown, “Ele Veio para Libertar os Cativos” e pelos li-vros de Daniel Mastral). No entanto o satanismo moderno não tem nada que ver com essa imagem grotesca é mais um tipo de religião humanista voltada mais ao ateísmo.É verdade que existem este tipo de ritual que incluem sacrifícios de víti-mas humanas (ao contrário de algumas opiniões céticas no assunto, há bastante evidencias para apoiar estes acontecimentos), mas são realizados normalmente por pessoas desequilibradas psicologicamente.Entretanto o satanismo mais con-hecido hoje em dia foge radicalmente dessa concepção.



A religião satânica moderna é caracterizada pela busca do hedonismo e pela rejeição a toda forma de cristianismo, é uma rebelião ao sistema de governo atual. Que tende a oferecer ao ser humano uma liberdade irrestrita no que tange as normas de comportamento e moral estabelecidas, chocando-se claramente com a filosofia cristã de vida.

Devido à mudança de paradigmas em nossa geração o satanismo ganhou bastante campo e está conquistando um grande número de adeptos vindos das mais variadas classes. Os jovens são talvez o grupo mais vulnerável a embrenhar no submundo desta religião. Haja vista as bandas de rock pauleira serem só alguns, dentre os muitos divulgadores do satanismo.

Existem quatro significados básicos que são usados para descrever alguns grupos de Satanismo, a saber: Satanismo Religioso, Satanismo gótico, Satanismo filosófico, e outros.,
Satanismo gótico: A palavra“Satanismo”às vezes é usado como um nome moderno para len-das Cristãs introduzidas durante a idade média.A Igreja ensinou que algumas"Bruxas",principal-mente as mulheres, adoravam Satanás. Diziam que elas faziam juramento para entregarem suas vidas ao príncipe das trevas;seqüestravam e matavam bebês;dedicaram suas vidas a prejudicarem outros pelo uso de maldições e magia negra e voavam pelo ar em cabos de vassoura; Este tipo de " Satanismo " não existia então e não existe hoje tão pouco. Um dos casos mais conhecidos que popularizou esse tipo de satanismo foi o das“Bruxas de Salém”em 1692.Porém,um "Pânico " sobre assassinatos Satânicos foi desencadeado em 1980,em grande parte por uma minoria de feministas e cristãos envolvidos com a doutrina da “Batalha Espiritual”.

Todavia as convicções deles sobre abusos nos rituais Satânicos evaporaram em grande parte devido à falta completa de evidências de que estes crimes na verda-de aconteceram.

Satanismo religioso: Alguns destes são adultos que adoram uma deidade pré-cristã, por exemplo, "Set" - o deus egípcio. Há até uma igreja com esse nome chamada de, “Templo de Set”, esta é uma ramificação da “igreja de Satanás” fundada em 1975. Outros são Ateus ou Agnósticos que não vêem Satanás como uma entidade viva; eles o vêem como um símbolo de poder, vitalidade e prazer.


Dabblers satânicos: Estes são adolescentes tipicamente rebeldes que criaram sua própria forma de magia negra. Alguns alegam que é o satanismo religioso junto com outras religiões do neopaganismo que são tipicamente responsáveis pela pichação satânica que é visto ocasional-mente nos lados de edifícios. Alguns “Dabblers” podem sacrificar um gato ou cachorro pequeno em seus rituais; mas isto é bastante raro.

Outros significados:

1. Satanismo pode ser usado ao se referir a um seguidor de uma religião minoritária pequena como Wicca, Vodu, etc.

2. Às vezes se referirá ao seguidor de uma religião mundial principalmente como Budismo,Hin-duísmo, etc.

3. Ocasionalmente um assassino com assassinatos em série reivindicará ter estado debaixo da in-fluência de Satanás quando cometeu os crimes. Porém, investigações geralmente revelam que tais pessoas na verdade sabiam pouco ou nada sobre Satanismo, mas simplesmente estava se defen-dendo atrás do jargão: "Satanás me fez fazer isto ou aquilo". Alguns pedófilos que abusam sexual-mente de crianças também alegam estar envolvidos com satanismo quando na verdade não estão.


Mui freqüentemente,um escritor ou leigo misturará todos os quatro tipos de Sata-nismo em um único artigo, sem fazer diferença entre eles.


Satanismo e a Polícia

Uma série de pânicos satânicos varreu a América do Norte nos anos oitenta. Os satanistas foram acusados de seqüestrar, matar e até mesmo comer crianças. Era comum denúncia de assassinatos em rituais satânicos que chegavam à estimativa de 50 mil por ano.Muitos foram convencidos inici-almente que existia um culto satânico em escala mundial que era o responsável por esses crimes horrendos em massa.Alguns oficiais de polícia ficaram alarmados.Eles dispensaram um esforço e-norme em desvendar esses crimes acreditando que eram feitos por satanistas,entretanto todo esse esforço foi mal sucedido por que os crimes nunca aconteceram na escala proposta.Logo aparece-ram os ditos“peritos”em abuso de ritual satânico,e começaram a dar seminários a assistentes soci-ais e outros.

Nos anos de 1980, Kenneth V. Lanning da Unidade de ciência do comportamento do FBI em Quan-tico, começou a investigar os relatórios de Abuso de Ritual Satânico e ficou convencido que eles nunca existiram nas proporções alegadas, em grande parte por causa da falta de evidências de que quaisquer destes crimes tenha ocorrido de fato. Um segundo indicador era que uma conspira-ção desta magnitude não poderia permanecer em segredo por muito tempo. Ele documentou suas conclusões em um relatório no Guia de investigação de 1992 tendo como título “Para Alegações de 'Ritual' de Abuso de Crianças”. (Um exemplo disso é o fenômeno Daniel Mastral. Ele alega, em um de seus livros {“Filho do Fogo” Vol. 1}, que presenciou o assassinato de uma criança num local em São Paulo,onde 35 mil pessoas assistiam ao ritual.Depois do assassinato da criança ele, juntamen-te com outros bruxos, participou da degustação da vítima) .

A IGREJA DE SATANÁS

O maior e o mais tradicional grupo de satanistas dentro do“Satanismo Religioso”é a Igreja de Satanás, a qual muitas pessoas acreditam que foi fundada em Walpurgisnacht, 1966-ABRIL-30, (ano de Satã) por Anton Szandor LaVey (1930-1997) .

As convicções, práticas e rituais da Igreja de Satanás têm pouco que ver com o conceito Cristão de Satanás.O conceito predominante na igreja de Satanás é pré-cristão, e derivou da imagem pagã de poder, virilidade,sexualidade e sensualidade.Satanás é visto como uma força da natureza, não uma deidade viva.O conceito deles a respeito de Satanás não tem nada que ver com Inferno, demônios, tortura sádica,e o mal.Para atrair publicidade,eles clonaram o mesmo ritual católico de missa,sendo chamado inversamente de missa negra, para ridicularizar o catolicismo.

CONVICÇÕES E PRÁTICAS DA IGREJA DE SATANÁS

• Eles não adoram uma deidade viva.

• A ênfase principal recai sobre e no poder e autoridade do Satanista individualmente, em lugar de um deus ou deusa.

• Eles acreditam que não existe nenhum redentor que deu sua vida pela humanidade - que cada pessoa é a própria redentora dela mesma, completamente responsável pela direção de sua própria vida.

• O Satanismo alega respeitar e exaltar a vida. Dizem que as crianças e animais são as mais puras expressões dessa força de vida, e como tal é sagrado e precioso.


Há provavelmente menos que 10.000 Satanistas religiosos na América do Norte sem serem incluídos as gangues adolescentes e indivíduos que pratica isoladamente esta forma de religião. A organização Satânica mais bem conhecida como já dissemos é a Igreja de Satanás. Associado com muitos outros grupos independentes.

O FUNDADOR DA IGREJA DE SATANÁS

Foi levantado muitos rumores sobre a vida de Anton Szandor LaVey (1930-1997) antes dele fundar a Igreja de Satanás:Dizem que ele era um domador de leão,fotógrafo policial,estudante de crimino-logia, organista oficial de igreja, etc. Mas parece que tudo isso ainda é duvidoso.

A persistência destes rumores é devido em parte ao extenso talento de publicida-de de Anton.

Os grupos satanistas religiosos existiram durante os anos de 1950, ambos nos Estados Unidos e no Reino Unido. Mas eles eram pouco conhecidos. O satanismo moderno estourou na consciência das massas em Walpurgisnacht, 30 de abril de 1966, quando LaVey anunciou a criação da Igreja de Satanás. A Formação da Igreja de Satanás aconteceu em 1966; foi publicado em um artigo de jornal que recorreu a LaVey como o " padre da igreja " do Diabo .

É crido amplamente que LaVey tenha sido o conselheiro técnico para o filme “O Bebê de Rose Mary” de 1968. Ele reivindicou ter feito o papel do Diabo naquele filme!

LaVey escreveu a “Bíblia Satânica” em 1969 que foi seguido pelo livro“A Bruxa Completa” (1970) que depois mudou para o nome de “A Bruxa Satânica”. “Os Rituais Satânicos”, foram publi-cados em 1972. Estes são essencialmente os únicos livros prontamente disponíveis ao público no Satanismo. Muitas publicações adicionais foram escritas através de outros grupos Satânicos.
Porém, elas não estão disponíveis ao público, tendo que recorrer a sites satânicos para poder obtê-los.

Anton LaVey morreu em 1997.


DECLARAÇÕES SATÂNICAS

As nove declarações Satânicas formam o cerne das convicções da Igreja de Satanás. Eles foram escritos por Anton LaVey. Em forma abreviada, declaram que Satanás representa:

• Indulgência, não abstinência

• Existência vital, não sonhos espirituais vazios.

• Bondade merecida, não amor desperdiçado

• Vingança, ao invés de virar a outra face.

• O Homem como nenhum outro animal é o mais vicioso de todos.

• Satisfação de todos os desejos da carne etc.

OS NOVE PECADOS SATÂNICOS SÃO:

1. Estupidez

2. Pretensão

3. Solipsismo (é a crença filosófica de que, além de nós, só existem as nossas experiências.)

4. Auto-engano / auto-ilusão

5. Conformismo de massa

6. Falta de perspectiva

7. Negligência (ou esquecimento) dos ortodoxos passados

8. Orgulho contraprodutivo

9. Falta de estética

TEOLOGIA SATÂNICA

• Pessoas criaram Deuses em muitas formas; escolha um que poderá lhe ser útil.

• Céu e inferno não existem.

• Satanás não é relacionado com o conceito moderno do diabo Cristão.Os satanistas vêem Satanás como um princípio de vida pré-cristão que representa os aspectos carnais, terrestres, e mundanos de vida.

• Satanás não é um ser, uma entidade viva; ele é uma força de natureza.

• A vida humana é celebrada e considerada sagrada.

• O mais importante feriado Satânico é o aniversário de Satanás(30 de Abril).O de menos importân-cia é: “O dia das Bruxas” (noite de 31 de outubro), mas ambos são igualmente comemorados.

• Missas negras(parodia com o ritual Católico Romano)normalmente não é executado por Satanis-tas regularmente (exceto em ocasiões raras).

RITUAIS E CERIMÔNIAS

• Nomes usados incluem o de Satanás, Lúcifer, Belial e Leviatã.

• Os rituais de magia consistem em três tipos:

1. Magia de sexo (inclui masturbação),

2. Ritual de felicidade, e

3. Ritual de destruição (pode incluir os seguintes atos: espetar alfinetes em uma boneca; desenhar um quadro ou escrever uma descrição da morte da vítima). Os rituais de destruição são melhores executados por um grupo.

• Satanistas do sexo masculino usam roupões compridos e pretos, com ou sem um capuz.

• Mulheres jovens usam roupa sexualmente sugestiva; as mulheres mais velhas usam só preto.

• Muitos Satanistas tradicionais usam diferentes amuletos que levam o símbolo de Baphomet,sendo esta a cabeça de uma cabra dentro de um pentagrama invertido (estrela de cinco pontas com uma ponta para baixo e duas para cima). É rodeado por um círculo. Algumas fontes sugerem que esta é uma marca de comércio registrada da Igreja de Satanás. Isto não é verdade; o símbolo já circulava durante muitas décadas antes da Igreja ser fundada. A própria Maçonaria já possuía este símbolo!

• A Bíblia Satânica mostra um símbolo localizado em cima das Nove Declarações satânicas. É um sinal de infinidade(uma figura 8 em seu lado).Uma cruz romana é colocada ao centro da figura com um segundo,pedaço atravessado mais longo. Este não é um símbolo satânico; é um símbolo alquí-mico antigo.

• Quando a Bíblia Satânica foi escrita (1969) uma mulher nua era usualmente usada em um altar, desde que o Satanismo é considerado como uma religião da carne, não do espírito. Ela reclinava em um altar que era em forma trapezoidal, aproximadamente de 1 metro de altura, ali, após a cerimônia, ela praticava orgias com o sacerdote satânico.

• Uma vela branca é colocada à direita do altar; simboliza as convicções hipócritas dos satanistas de Magia Branca. Enquanto uma vela preta é colocada representando os Poderes da Escuridão, à esquerda do altar.Estes poderes são fontes de energia que é atualmente desconhecida e escondi-da. São orientados a terem velas pretas adicionais para prover iluminação suficiente.

FERRAMENTAS DO RITUAL

Um ritual simples pode incluir uma única vela com mais algumas ferramentas, no entanto rituais mais elaborados podem incluir o seguinte:

• Um sino que é tocado nove vezes no princípio e no fim do ritual;

• Um cálice, idealmente feito de prata; pode não ser formado de ouro porque isso é um metal que Satanistas associam com o Cristianismo e religiões Neopagãs.

• Outras ferramentas do ritual incluem um gongo, espada, elixir (normalmente vinho), falo, e pergaminho. São colocados juntamente com o cálice e o sino em uma mesa pequena perto do altar.

REGRAS DE COMPORTAMENTO

• A Oração é inútil, pois distrai as pessoas.

• Matança no ritual (de humanos ou animais) viola os princípios Satânicos. O Sangue tirado de uma vítima é inútil. As vítimas são mortas simbolicamente não de fato.

• Os membros desfrutam de indulgência em vez de abstinência. Eles praticam com alegria todos os sete pecados cristãos mortais (ganância, orgulho, inveja, ódio, glutonaria, luxúria e indolência)

• Se um homem bater em sua face retribua batendo na outra face dele também.

• Façam aos outros como eles fazem a você.


• Se ocupe livremente de atividades sexuais, conforme suas necessidades exigem (que podem ser com um só parceiro ou tendo sexo com muitos outros; pode ser do tipo heterossexual, homossexu-al ou bissexual, usando fetiches sexuais como você desejar, mas o ideal é uma relação monógama baseado em compatibilidade e compromisso).

• O suicídio é praticamente proibido.

• O Satanista não precisa de nenhuma lista elaborada e detalhada de regras de comportamento.

• Para fazer parte e ser associado ao grupo é necessário ser de idade adulta, a menos que um adolescente obtenha a permissão escrita do pai ou responsável.

PROGRAMA DE TRABALHO POLÍTICO

• Terminação do mito de igualdade para tudo.

• Taxa para todas as igrejas.

• Remover qualquer convicção religiosa que esteve incorporada à legislação.

• Ter liberdade para tudo a fim de viver dentro de um ambiente de escolha própria.

A Igreja de Satanás é altamente descentralizada. Acreditam que uma organização central forte não é muito importante. É esperado que cada Satanista siga seu próprio caminho.

O local onde os satanistas se reúnem geralmente é chamado de grottos.

Muitos satanistas usam mágicas e outros rituais para beneficiar a si próprio e a seus amigos, mas nada impede de usá-los também para prejudicar seus inimigos - pessoas que os feriram.

Alguns satanistas são acusados de administrar rituais que atacam especificamente convicções e práticas cristãs. Muitos autores descreveram rituais Satânicos nos quais os satanistas religiosos recitam a“Oração do Pai Nosso”de trás para frente,ou profana e usa o pão e o vinho que suposta-mente roubaram de uma catedral. Isto, segundo alguns, não há evidências desse fato. Parece ser pura ficção que poderá ser verificado em livros escritos durante a idade média.

Os satanistas são freqüentemente e altamente críticos em relação a todas as outras crenças. Eles são particularmente contrários ao Cristianismo por causa de sua suprema posição na sociedade Ocidental e também por causa das históricas de perseguições levadas a cabo por cristãos contra Satanistas.


Livros Sagrados do Satanismo

Eis alguns:

1. A Bíblia Satânica.

2. Os Rituais Satânicos

3. A Bruxa Satânica.

4. O Caderno do Diabo.

Conclusão

Apesar de sabermos que estas igrejas são na verdade uma forma disfarçada de ideologia matéria-lista em busca da permissibilidade libertina,não podemos,no entanto nos esquecer, que estas igre-jas levam seus adeptos para longe dos padrões espirituais estabelecidos por Deus nas sagradas escrituras. Cremos firmemente que isto é mais uma das muitas variantes religiosas que Satanás usa ao gosto do consumidor para levar o ser humano a distanciar-se mais e mais de seu criador.
Rejeitemos, pois toda forma de satanismo, seja ela qual for, e apeguemo-nos á ver-dadeira igreja do Deus vivo – Jesus Cristo.


Referências:

Exigências"religiosas e Práticas de Certo Departamento de Grupos"Selecionado do Exército,1978-ABRIL.A seção em Satanismo está disponível on-line a: http://www.satansrealm.com/military /

A Igreja de Satanás tem um home page oficial a: http://www.churchofsatan.com

O Templo de Jogo é a: http://www.xeper.org/pub/tos/index.html

Não Goste a Maioria " é uma " publicação de Satanism em Ação ". Eles seguem as tradições da Igreja de Satanás. Veja: http://users.aol.com/boysatan/ptp/nlm.htm

#CoScentral, o Quarto de Conversa de Rede Satânico a: http://www.satannet.net/chat.html

A Gruta de Reino de Satanás, a: http://www.satansrealm.com/main.html
A.S. LaVey," Os nove pecadosSatânicos,"(1987). Veja: http://www.churchofsatan. com/ Pages/ Sins.html
A.S. LaVey, revisionismo " Pentagonal: (1988) a: http://www.churchofsatan.com/Pages/PentRev.html

A Grande Ruptura

A grande ruptura


“Deus não habita em templos feitos por mãos de homens”. Estas palavras de Estevão, o primeiro mártir cristão, explicita a grande ruptura entre Moisés e Jesus Cristo.

Moisés representa o Pacto feito entre Yahweh e o povo hebreu, baseado na Torah. Jesus Cristo é o Filho Unigênito de Yahweh, a exata expressão de Yahweh, não somente aquele em quem habita a plenitude de Yahweh, mas também a revelação final e definitiva de Yahweh, que, tendo falado muitas vezes e de muitas maneiras, desde Moisés e os profetas, hoje nos fala por ele, Jesus Cristo, o único a quem devemos ouvir.

Por trás do primeiro Pacto, em Moisés, está o propósito de Yahweh, revelado no chamado de Abraão: abençoar todas as famílias da Terra. Para cumprir seu propósito, Yahweh chama um homem e dele suscita uma nação. Concede a esta nação a Torah, expressão de vontade em dimensões religiosa, ética e política. Por meio da estrutura religiosa que orienta o povo hebreu, vai revelando a si mesmo: a Lei cerimonial, o ministério sacerdotal, o cordeiro pascal, o sábado, o Tabernáculo, a figura do Rei e, principalmente, o Templo.

Idealizado por Davi e construído por Salomão, o Templo concentrava toda a estrutura religiosa de Israel. Dividido em três partes: o átrio, o lugar santo e o lugar santíssimo, ou “santo dos santos”. O Templo, e mais especificamente o “santo dos santos”, que recebia a visita apenas do sumo sacerdote e somente uma vez por ano, figurava a separação entre Deus e os homens: a glória de Deus era inacessível aos pecadores, que, representados pelo sumo sacerdote, ofereciam sacrifícios para perdão e bênção.

Estevão é acusado de perverter Moisés, a Lei e o Templo. De acordo com a lógica da tradição religiosa judaica, acusações legítimas. Não somente Estevão, mas também todos os apóstolos, estavam ensinando que Deus havia celebrado um novo Pacto: não mais em Moisés, mas em Jesus Cristo; não mais no sangue dos animais sacrificados, mas no sangue de Jesus Cristo, que nos purifica de todo pecado; não mais na Lei, mas na graça; não mais centralizado no Templo de Jerusalém, erigido sobre o Monte Sião, mas num templo de pedras vivas, construído nos três dias que delimitam a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. De fato, a mensagem dos seguidores de Jesus Cristo, e Estevão era um deles, tornava obsoleta a estrutura Moisés-Lei-Templo.

Mas, na verdade, a mensagem de Estevão era a perfeita consumação do propósito de Deus, estabelecido desde antes da fundação do mundo. Do particular para o universal: de um povo, o hebreu, para todas as famílias da terra; dos animais sacrificados para sua própria vida, doada em seu Filho; da Lei para o seu Espírito Santo derramado sobre toda a carne; do Templo para todo o universo, até que todos soubessem de fato o que os poetas gregos apenas intuíam: em Deus “vivemos, nos movemos e existimos”.

“Deus não habita em Templos feitos pelas mãos dos homens” significa, na verdade, que Deus não habita em nada feito pelas mãos dos homens. Os homens e as obras de suas mãos é que se sustentam em Deus. O movimento deflagrado por Jesus na Galiléia, ano 30, foi, de fato, uma grande ruptura, não apenas com a tradição do judaísmo hebreu, mas com todas as maneiras como, ao longo da história, os homens intuíram Deus e como com Ele se relacionar. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é singular.

Ed René Kivitz é escritor, conferencista e pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo.

O Caráter do Bom Ministro

INTRODUÇÃO

Assim como o fruto é determinado pela espécie da árvore, o ministério inteiro de um homem de Deus será influenciado e será qualificado pelo tipo de homem que ele é. O Senhor Jesus disse: "a boca fala do que está cheio o coração"(Mt-12.34). O grande pregador escreveu: "Porque, como imagina em sua alma, assim ele é."(Pv-23.7).Isso requer que o coração seja puro e repleto das coisas que ele deseja que transpareça no ministério. "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida."(Pv-4.23).Jesus era pleno da graça e da verdade; e assim, logicamente, isto é o que emanava de toda Sua vida (Jô-1.14).


1. QUALIDADES NATURAIS

Ao considerarmos o caráter de um bom ministro do Evangelho notaremos, primeiramente, certas tendências naturais que serão excelentes e quase necessárias. As inclinações vêm do berço; mesmo assim são passíveis de desenvolvimento e devem ser cultivadas. Outrossim, é bom saber que, embora parecendo ausentes determinados dotes, a maravilhosa graça de Jesus é tão excelente que podemos por meio dela adquirir muitas daquelas características consideradas "naturais".

1.1. Coragem

A principal de todas essas características inatas é a coragem. Nosso Senhor, pessoalmente, não temia nem Herodes e nem Pilatos, nem mesmo todo o Sinédrio. Não temia a multidão pululante que exigia o Seu Sangue, nem o próprio Satanás no monte da tentação.

Essa é uma qualidade simplesmente imprescindível na vida de um pastor. O seu ministério sofrerá oposições severas, muitas vezes sem causa. O diabo é nosso adversário declarado e está pronto a exaurir todos os nossos recursos possíveis para torcer ou solapar o nosso trabalho.

1.2. Diligência

Outra qualidade essencial para o ministro bem sucedido é a diligência. Somos ensinados, em Rm 12:8,11, que "... aquele que preside, faça-o com diligência... ", e que não devemos ser preguiçosos em nossas atividades. "Vês a um homem perito na sua obra? Perante reis será posto; e não entre a plebe." (Pv 22:29).

Ninguém pense que a vida de um pastor é fácil. O homem responsável por seu próprio negócio, jamais se satisfaz com as oito horas de trabalho e passa cada momento desperto em intensa concentração, a meditar sobre as obrigações do seu empreendimento. Esse há de ser o espírito e a preocupação de um verdadeiro homem de Deus. Não deve haver nele a menor sombra de preguiça, e cada parcela de suas energias, a cada instante, deve ser inesgotavelmente devotada à sua enorme tarefa.

1.3. Dignidade

A qualidade da dignidade não pode faltar, no ministro do Evangelho. Ao dizermos assim, não nos referimos à piedade forçada ou ao semblante solene, sepulcral e ameaçador; antes, temos em vista aquela calma temperança e reserva digna, que convém ao líder de almas e sobre quem pesam tão graves responsabilidade.

1.4. O Tato

O tato é outra qualidade de grande valor para o ministro. Há maneiras inconvenientes de fazer o trabalho de Deus, o que pode frustrar os propósitos desejados. Por exemplo, em corrigir uma desordem na Igreja, ao impugnar uma declaração feita por alguém publicamente e com a qual não se pode concordar, deve-se usar do máximo cuidado, evitando escolher palavras pesadas.

1.5. A Discrição

A discrição é qualidade que fica muito bem no ministro. Referimo-nos à conformidade com as leis da conduta apropriada, mediante o exercício da prudência em todas as ocasiões. Veja o conselho de Paulo, em Rm 1:16. Um coração totalmente simples pode colocar-se em situações delicadas, por falta de acuidade e chegar a ser falsamente acusado. Que uma mente sábia e uma vontade firme controlem o coração simples. Para sermos mais claros, todo o contato com o sexo oposto deve ser cuidadosamente vigiado.

1.6. A Cortesia

O apóstolo Pedro exortou aos convertidos que fossem corteses (1Pe 3:8). Espera-se de qualquer profissional que seja um cavalheiro. Quanto mais deve ser cortês o líder de crentes, que vive em contato com profissionais, para que saiba comportar-se dentro de certa linha. O "por favor" e o "muito obrigado" jamais devem faltar e as ordens sempre dadas em forma de solicitação.

1.7. O Asseio

Nos trajes pessoais, o pregador deve ser escrupulosamente limpo. Não dizemos que seja exagerado na moda, mas no asseio pessoal e na correção do vestir. O pregador do Evangelho deve expressar em seu asseio pessoal, aquilo que o Espírito de Deus tem colocado em seu interior.

1.8. A Linguagem

Devemos observar a pureza da mente e da linguagem, tanto quanto a higiene corporal. A mente pura resiste às meditações impuras, para não proferir palavras incompatíveis com o público. O uso de gírias é inteiramente impróprio para o pregador do Evangelho. Se o seu vocabulário carece de ser enriquecido, então que aprenda palavras saudáveis, pois existem suficientemente na língua portuguesa. Nosso Senhor, pessoalmente, como também Tiago, dizem-nos que nossa palavra deve ser "sim, sim"; e "não, não". Paulo nos exorta a que "não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem." (Ef-4.29).

1.9. A Pontualidade

A pontualidade é uma virtude. Quando empenhamos a palavra num encontro, assumimos uma obrigação que tem de ser cumprida. Atrasar-se num encontro e, pior ainda, faltar ao mesmo, é uma injustiça e um erro. Aborrece aqueles a quem damos a palavra, e reflete mal quanto à nossa honestidade e comportamento.

1.10. Habilidade de Liderança

A liderança envolve a concordância geral e a disposição de assumir responsabilidade. É mister tomar decisões. E embora seja conveniente não arriscar-se demasiadamente na tomada de posições, contudo, essa qualidade é parte inerente da liderança.

A habilidade executiva também se inclui nesta consideração e deve ser encontrada em boa medida no líder de uma Igreja.

A liderança envolve também o conhecimento da natureza humana. Isso vem mediante o instinto, a observação e a experiência.

2. QUALIDADES ESPIRITUAIS

Chegamos, agora, ao campo das qualificações e características espirituais. De imediato, vemo-nos face a face com o Filho de Deus, que é a incorporação consumada de todas estas virtudes: amor, fé, santidade, humildade, paciência e espírito perdoador.

2.1. O Amor

O amor de Deus significa: amor para com Deus e também amor divino em nossos corações. Em ambos esses sentidos, o ministro deve possuir um coração pleno de amor de Deus. O primeiro dever de todo pastor é amar o seu Deus de todo coração, alma e espírito. Procedendo assim, a sua consagração se tornará completa. Não haverá asperezas nem ressentimentos em qualquer feição de sua vida e ministério. Pois, se Aquele que ama foi quem o chamou, e o amor da pessoa a Ele permanecer fiel e verdadeiro, então todas as suas solicitações serão respondidas e tudo correrá bem.

2.2. A Fé

Bem próximo do amor, e quase tão importante quanto ele na vida e no serviço cristão, a fé é a chave capaz de abrir os tesouros de Deus. Pela fé somos salvos. Pela fé somos guardados. Pela fé recebemos o Batismo do Espírito Santo. O justo viverá da fé, e sem fé é impossível agradar a Deus. Pela fé, também nós, assim como Enoque, seremos arrebatados ao encontro do Senhor quando vier nas nuvens do céu. Todos os empreendimentos que devem ser realizados pelo pregador são de natureza sobrenatural. Quem pode salvar uma alma humana? Quem pode alterar as mentes e os corações dos homens? Quem pode efetuar alguma cura sobrenatural do corpo? Quem pode batizar no Espírito Santo? Quem pode derrubar por terra o preconceito e alterar os sentimentos de uma pessoa, independente de sua vontade? Somente pela fé!!!

2.3. A Santidade

Como pode uma pessoa pregar santidade e levar outras pessoas a uma vida santa, se ela própria não tem uma vida pura? "...purificai-vos, vós os que levais os utensílios do Senhor." (Is 52:11). Sem a santificação, ninguém jamais verá a Deus (cf. Hb 12:14). Uma débil demonstração do poder do Evangelho é o que resulta, quando o pregador não mostra em sua vida o poder santificador de Deus!

2.4. A Humildade

O inimigo tem um meio de macular uma vida santa. Se não pode estragá-la de outro modo, ele semeia o joio do orgulho enquanto o crente "dorme". Acontece sutilmente, sem que o incauto dê conta disto. Esse fermento de perversidade começa sua ação mortífera e em pouco tempo, haverá evidências flagrantes de orgulho espiritual. Além disso, manifestar-se-ão as formas mais comuns de soberba: da profissão, da posição e do lugar que ocupa.

2.5. A Paciência

As obras importantes, de valor permanente, não se realizam em pouco tempo. Um galinheiro, pode ser construído em uma hora, mas um templo magnificente, requer anos de labor diário. A obra de Deus, uma congregação ou comunidade, é, de fato, a ereção de um templo santo que servirá de habitação de Deus por meio do Espírito Santo. Nada sobre a face da terra pode comparar-se a esse edifício espiritual que o homem de Deus constrói, no que diz respeito ao seu valor ou à qualidade de permanência.

2.6. O Espírito Perdoador

Enquanto a natureza humana correr seu curso natural, haverá ocasiões em que o pregador terá de mostrar o espírito perdoador. Se ele for ofendido pessoalmente e guardar ressentimentos, poderá dar lugar a uma divisão da Igreja ou até mesmo à ruína geral. O pastor não pode esperar que seu povo seja mais semelhante a Cristo do que o líder desse povo. São necessárias duas pessoas para que surja uma contenda. Se, porém, o pastor tomar a iniciativa de deixar de lado o ressentimento e perdoar a pessoa que errou, dará demonstração de maturidade, como de fato lhe compete.

21 de junho de 2009

Vc tem Cabeça de Gordo.??

A expressão "cabeça de gordo" pode soar estranha, mas se refere a pelo menos um dos inúmeros fatores responsáveis pela obesidade: as emoções. Sim, de acordo com especialistas, sua cabeça mais do que o estômago pode boicotar as suas tentativas de emagrecimento e pesar na balança.

Isso ocorre quando o estado emocional passa a ser dependente da comida. Aí, a alimentação deixa de ser uma forma de sobrevivência para se tornar uma fonte de prazer. De acordo com a psicóloga Silvana Martani, especialista em obesidade da clínica de endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa, não há nada errado em sentir-se bem depois de devorar uma guloseima - como se quisesse descontar todas as suas angústias naquela mordida. O problema começa quando essas reações passam a ser a única fonte de prazer.

Nesse caso, um prato de comida é colocado como prioridade máxima e a pessoa passa a se desencantar por outros prazeres, em outras áreas da sua vida. "Até mesmo o sexo pode ser deixado de lado", garante a especialista Silvana Martani.

Ninguém ficará mais gordo simplesmente por alguma carência emocional. Porém, é impossível negar como o excesso de peso pode mexer com as emoções. "Os obesos têm mais tendência a comportamentos depressivos, pois há uma discriminação social", afirma José Carlos Pareja, gastroenterologista e Diretor do CCOC (Centro de Cirurgia da Obesidade de Campinas).

Não é à toa que, segundo Pareja, a equipe médica para combater os quilos a mais - e suas conseqüências para a saúde - deve ser multidisciplinar. Isso inclui o trabalho de nutricionistas, educadores físicos, endocrinologistas, cirurgiões gástricos (em alguns casos) e, é claro, psicólogo ou psiquiatra. Para o médico, como a frustração, a ansiedade e a baixa auto-estima podem ser descontadas na comida, se não houver um acompanhamento psicológico, serão maiores as chances do retorno do peso perdido.

A sutil separação entre corpo e mente
Uma das maiores provas da ligação entre os sentimentos e a obesidade é quando o obeso passa por uma redução drástica do peso. Em muitos casos, a mente não acompanha as mudanças do corpo. "Quem sempre foi gordo tem dificuldade de esquecer as formas antigas. Por isso, é comum, mesmo depois de uma cirurgia de redução de estômago, uma pessoa ter a impressão de que não vai passar por uma determinada porta ou que não há espaço suficiente em um assento", explica Pareja.

Trata-se do paciente que o gastroenterologista classifica como "gordo emagrecido". "A cabeça continua gorda, porque a pessoa mantém os mesmos hábitos - inclusive os alimentares - anteriores à perda de peso", define.

Será que você tem a "cabeça de gordo"?
O que a psicóloga Silvana Martani chama de "comprometimento emocional com a comida" pode ser detectado por algumas atitudes. Veja se você vive as situações abaixo e descubra se os seus pensamentos estão deixando a balança mais pesada:

- Só sente prazer extremo, um êxtase, quando come. E não consegue nomear outras atividades que provoquem satisfação elevada;
- Não prioriza a qualidade dos alimentos;
- Não come verduras, legumes e frutas;
- Come escondido, fora dos horários das refeições;
- O hábito alimentar inadequado muitas vezes foi herdado da família ou foi desencadeado por problemas pessoais e profissionais, que resultam em perda da auto-estima e, em casos avançados, pode levar à depressão;
- Acha que sem os quilos extras a sua vida mudaria totalmente. O correto era pensar que se mudasse de vida, aí conseguiria perder esses quilos;
- Quer ser "emagrecido", sem esforço, e ainda responsabiliza somente os alimentos e os médicos pelo fracasso na dieta. Nunca assumi a culpa.

Serviço:
José Carlos Pareja - gastroenterologista e Diretor do CCOC (Centro de Cirurgia da Obesidade de Campinas)
www.obesidadesevera.com.br

Silvana Martani - psicóloga especialista em obesidade da clínica de endocrinologia do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo
www.psicologa.psc.br

29 de maio de 2009

A Ciência e a Religião

"A Ciência e religião"
“A ciência investiga; a religião interpreta. A ciência fornece o conhecimento que dá poder; a
religião fornece a sabedoria que dá controle. A ciência lida com os fatos, a religião lida
primordialmente com os valores. As duas não são rivais. Elas se complementam. A ciência ajuda a
religião a não cair no vale paralisante da irracionalidade e do obscurantismo. A religião previne a
ciência de despencar no pântano do materialismo obsoleto e do niilismo moral.”

Pai Nosso.!

CREDO IN DEUM, PATREM OMNIPOTENTEM, CREATOREM CÆLI ET TERRÆ.
ET IN JESUM CHRISTUM, FILIUM EIUS UNICUM, DOMINUM NOSTRUM:
QUI CONCEPTUS EST DE SPIRITU SANCTO, NATUS EX MARIA VIRGINE,
PASSUS SUB PONTIO PILATO, CRUCIFIXUS, MORTUUS, ET SEPULTUS: DESCENDIT AD INFEROS;
TERTIA DIE RESURREXIT A MORTUIS;
ASCENDIT AD CÆLOS;
SEDET AD DEXTERAM DEI PATRIS OMNIPOTENTIS:
INDE VENTURUS EST JUDICARE VIVOS ET MORTUOS.
CREDO IN SPIRITUM SANCTUM, SANCTAM ECCLESIAM,
SANCTORUM COMMUNIONEM,
REMISSIONEM PECCATORUM,
CARNIS RESURRECTIONEM,
VITAM ÆTERNAM.
AMEN.

22 de maio de 2009

Penso, Logo Existo.!

Penso, logo existo.

A arte de pensar é uma das maiores bençãos que o Senhor nos legou. Portanto, precisamos utilizar esta ferramenta. Pense: por que nós evangelicos raramente nos engajamos em causas sociais? Pense: por que repudiamos os neopentecostais com suas práticas nefastas e sua teologia da prosperidade mas fazemos uso do seu crescimento numérico para engordar a 'presença evangélica' no país? Pense: por que tememos o crescimento do islamismo ou espiritismo e não atentamos que o verdadeiro perigo ao evangelho está no nosso meio (inveja, desamor, hipocrisia, legalismo etc)? Pense: por que assistimos passivos a ascensão de 'igrejas' como a universal ou mundial onde pregam um evangelho de bençãos, curas e promessas materiais infindas e não os desmacaramos que o 'verdadeiro' evangelho 'também' contém aflições, percalços e sofrimentos? Pense: por que não se vê passeatas ou protestos com evangelicos denunciando questões ambientais como o desmatamento da Amazônia ou contra a pedofia?

17 de maio de 2009

A Religião e o Evangelho se Misturam.??















A Paz do senhor a todos(as)

Tenho meditado na palavra de Deus e na sua aplicação no meio religioso em que estamos vivendo em nossas Igrejas no Brasil.
Ser Cristão tem sido algo Maravilhoso, conher a dimensão do Evangelho salvador de jesus Cristo que move e comove os corações, daqueles que sinceramente desejam ter um compromisso com o Autor da Vida é fundamental para sobrivivermos em meio a este Mundo tenebroso da Religião. A religião Evangélica estruturada e administrada pelos seus Líderes ao longo dos anos tem deixado marcas profundas de tristezas em nossos corações, porque infelizmente alguns de seus líderes estão mais preocupados com os seus interesses e Objetivos para saciar a sua ganância materialista e sua Vaidade pessoal.
São poucos e seletos Homens e Mulheres de Deus compromissados em Levar a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo como ele é.! a mensagem da Cruz e da graça de Deus que liberta e sara nossos corações.!!!
Glória a Deus pela vida daqueles que não si alienaram ao um sistema religioso, que aprisiona a mente e os corações de muitos incautos irmãos e Líderes neste País.
O Evangelho de Jesus Cristo não precisar de adereços mirabolantes e campanhas frajutas como ex: passar pela corrente dos 70, vale do sal..etc..etc...para mostrar a sua eficácia como Evangelho Vivo e Restaurador.
A religião tem tentado aprisionar o Evangelho da cruz dentro de uma Teologia de prosperidade e Vaidade mas o Espírito Santo têm movido as barreiras e libertado corações e mentes, do ostracismo da religião e trazido a mensagem da Graça, amor, vida, perdão, cura,´que excede a religião e se achega a todos nós seres humanos falíveis e imperfeitos mas carentes desta graça salvadora.!!
O qual, quando chegou e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortava a todos a perseverarem no Senhor com firmeza de coração. Atos 11: 23
Portanto amados irmãos sejamos humanos a ponto de reconhecer a nossa necessidade por viver a graça de Deus, sendo assim livres das garras do sistema religioso

15 de maio de 2009

Superação- A Deficiência Interior é o que nos Impede de Superar os Obstáculos e vencer.!





















Nick Vujicic é outro, de muitos mais que existem, exemplo de superação. Não tendo braços e pernas, apenas pés semi-desenvolvidos, anda, corre, nada, se troca, faz sua comida etc, etc... Aprendeu a lidar com suas limitações.

Tendo que se conformar com as limitações essas pessoas aprenderam a lidar com isso e se superaram. Mas e nós que somos "perfeitos" e estamos com boa saúde, qual a lição a tirar destas pessoas.

Gostaria de compartilhar algumas lições:

1) Quanto mais cedo nos conformarmos dos nossos limites, mais cedo poderemos desenvolver outras habilidades, outros membros, outros sentidos, que irão compensar nossas incapacidades.

2) Quanto mais cedo nos conformarmos dos nossos limites, sentiremos menos depressão e revolta pela vida, por Deus, e por mim mesmo. Lembrando que essa depressão e revolta é fruto de um sentimento de injustiça por parte da vida de reter ou tirar de você aquilo que você acha que era justo ter. E a comparação com as outras pessoas fica sendo inevitável. Porque eu e não a outra pessoa? Porque a outra pessoa é ruim e saudável e eu tenho esse problema?

3) A superação deve existir não somente quando se nasce com o problema, como nos casos do Tony e do Nick, mas em qualquer perda que possa acontecer na nossa vida. Exemplo: Morte de familiares ou entes queridos; perda de emprego; casamento desfeito; falência da empresa; doença etc. Em cada caso quanto mais rápido se conformar de maneira positiva, não vendo a vida como uma devedora sua, mas como uma parte natural da nossa existência e quanto maior for a intensidade da disposição de recomeçar aliado a certeza do amor de Deus, mais rápido a vida lhe trará bons frutos. Mesmo que esta seja uma época de crise.

4) Tempos de crise, de dor são os que mais ensinam ao homem.

Resumindo:

Se você realmente sentiu uma perda grande esses dias. Se você se decepcionou com um relacionamento muito importante, qualquer que seja a sua perda e a sua dor, você pode recomeçar e fazer melhor a sua vida.

Se puder confiar no amor que Deus tem por você e se dispuser a tomar um banho interior e deixar que a sujeira da vida possa ir embora através do ralo do perdão, então você estará cada vez mais pronto para viver a vida com sanidade e maturidade.

Isso porque esta vida é assim. É um tempo de perdas constantes. Por isso a Bíblia nos diz que as provações pelas quais passamos nesse mundo não se pode comparar com aquilo que Deus preparou para nós de bom.

Parece que todas as nossas perdas nos remetem à uma conclusão, que a própria criação está empenhada em não nos deixar acomodados com esta vida aqui, a criar a expectativa de uma vida futura melhor, a nunca nos dar tudo o que o nosso coração quer, a não nos deixar sentir completos e totalmente realizados.

Assim, a vida tem uma característica forte para os forasteiros que somos: Ela é só uma passagem, nós não somos daqui, nossa terra é outra.

Por isso recomeçar de novo, de novo, é uma lei para todos nós que somos temporais. Recomeçar de novo e tentar fazer melhor, confiando que a bondade de Deus nos levou a isso para o nosso bem, é transformar a maldição em bênção, a dor em alegria, a dificuldade em superação, porque a vida... a vida é assim mesmo. E ninguém tira dela mais do que ela pode dar.

Superação só pode ocorrer quando a pessoa pode contar com a bondade de Deus a seu favor!

30 de abril de 2009

ALMA- Afinal o que é Isso.??

Alma-Afinal,o Que É Isso?- Pr.Deivinson Gomes Bignon

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.”-(MT-22.37

Lemos tantas vezes na Bíblia a palavra “alma”, não é mesmo? Mas nem sempre compreendemos bem o seu verdadeiro significado.O termo“alma”,que procede do latim anima,de modo geral é apresentado nas Escrituras Sagradas como o princípio da vida, o sopro vital de Deus que anima o corpo. Vejamos, desde já, algumas definições e sentidos de acordo com diferentes abordagens religiosas e culturais, para que daí possamos compará-las com o significado dado pela Palavra de Deus.

Para as três grandes tradições do Ocidente: cristianismo, judaísmo e islamismo; as concepções de alma se assemelham. Para os cristãos em geral (evangélicos, católicos, luteranos e ortodoxos), o ser humano nasce com dois princípios inseparáveis: espiritual (alma) e material (corpo). Para o judaísmo, “A alma é a essência do homem. Ela é invisível, porém real, como o pensamento, o sentimento e a visão. (...) é a divindade dentro do indivíduo, que o leva a realizar a sua humanidade”, explica o rabino Henry Sobel da Congregação Israelita Paulista.

Já para as principais correntes do Oriente,ou seja,o hinduísmo,jainismo e budismo e suas mais diver-sas facções, o conceito de alma difere das religiões ocidentais. “O que os gregos denominam de alma, o zen chama de mente.Para as tradições orientais,a mente significa tudo o que existe,o ilimitado, infi-nito, atemporal”, explica Cláudia Coen Murayama, monja superiora do Templo Budista Soto Zen da América Latina.

As tradições de origem africana apresentam sua própria leitura do termo:“Cada alma, criada por 16 di-vindades que presidem o destino, tem o seu orixá específico”; ou seja, cada pessoa ao “reencarnar” tem um espírito mais evoluído que o direciona em sua atual jornada humana. Explica o sociólogo Car-los Eugênio Marcondes de Moura, devoto e pesquisador de candomblé há 20 anos, com seis livros publicados sobre o tema.

Para a psicóloga Denise Ramos, o homem moderno está se dando conta de que a ciência não respon-de às suas dúvidas essenciais e, portanto, está se voltando ao interior em busca de sua alma. “O fato pode ser observado na multiplicidade de religiões e no crescente número de devotos. Neste final de milênio, busca-se um meio de responder as questões que acompanham a humanidade desde sempre: Qual o sentido da vida? De onde vim? Para onde vou?”, constata.

Pode-se observar não apenas concepções diferentes sobre a alma, mas também em relação ao seu destino. Nesse momento as crenças se dividem em dois grandes blocos: os reencarnacionistas - que acreditam em consecutivos retornos da alma à vida humana para fins de aperfeiçoamento - (budismo, hinduísmo, jainismo, taoísmo, kardecismo, etc.) e os não reencarnacionistas - que acreditam que a alma é inerente à vida corporal humana e, por isso mesmo, não pode voltar à terra outras vezes e em corpos diferentes - (islamismo, judaísmo e igrejas cristãs como: católica romana, luterana, evangélicas em geral, etc.).

Depois de todas essas filosofias e opiniões acerca da alma, resta-nos averiguar a verdadeira autoridade em termos de regra de fé e prática para a nossa vida, a Bíblia Sagrada.

A alma é o fôlego de vida soprado por Deus nas narinas de Adão, o primeiro ser humano (Gn-2.7); pode ser o mesmo que o espírito humano (Mt-10.28;16.26). Quando o Senhor Jesus Cristo disse:“ Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração,de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento” (Mt-22.37), Ele nos mostra que a alma pode ser também entendida como a totalidade do ser do homem. Já a expressão “alma vivente” significa simplesmente a vida biológica animal (Gn-1.24).

Como você pode perceber, a Palavra de Deus nos apresenta alguns versículos com diferentes signifi-cados para o termo alma. Eles precisam ser analisados dentro de seu contexto (versículos anteriores e posteriores) para que possamos compreender bem qual seja o significado mais apropriado em cada caso.

Creio que a alma é originada no momento da concepção do feto humano e é imortal-ou seja,não pode-rá jamais ser exterminada - (Mt-25.31a46). Portanto, ela só habitará na terra uma única vez, com um único corpo físico mortal, vindo logo após à morte física o juízo de Deus (Hb-9.27).

Por isso, não é bíblico acreditarmos na reencarnação da alma (Ec-12.7). Espero ter realmente ajudado a esclarecer esse assunto, à luz da Bíblia. Que Deus nos abençoe sempre.


_______________________________________
Pastor Deivinson Gomes Bignon


O DESTINO DA ALMA

Pr. Deivinson Gomes Bignon

INTRODUÇÃO

Que devemos crer no tocante ao presente estado daqueles que já faleceram?

O estado intermediário daqueles que têm partido desta vida tem sido assunto de muita conjectura.

Nem mesmo a luz que brilha das Escrituras parece ser tão forte quanto alguns desejariam. É suficien-te, entretanto, revelar os fatos essenciais.

DESENVOLVIMENTO

Há duas palavras que precisam ser consideradas neste contexto, pois desempenham importante pa-pel no ensino da Bíblia sobre o assunto. As duas palavras são: “Sheol” e “Hades”, sendo a primeira hebraica, e a segunda grega.As duas palavras tem a mesma significação,isto é,referem-se ao mesmo lugar geral: a habitação das almas dos mortos. Em algumas traduções essas palavras são traduzidas de diversas maneiras, tais como “inferno”, “abismo” e “sepultura”, porém não são traduções corretas, pois cada um desses vocábulos nossos tem seu próprio equivalente hebraico ou grego. Há versões que evitam o erro não traduzindo, mas apenas transliterando as palavras “Sheol” e “Hades”. No Antigo Testamento, todos aqueles que morriam, tanto justos como ímpios, são referidos como tendo ido para o Sheol (Gn 37:35; Sl 9:17; 16:10). Na narrativa do rico e Lázaro, em Lucas 16, Jesus levanta a cortina e revela o fato de que no Sheol ou Hades existem dois compartimentos. O primeiro, chamado de “Seio de Abraão”, era a habitação dos justos, e então era identificado com o Paraíso (Lc 23:43, comparado com Mt 12:40). Por ocasião da ressurreição de Cristo essa parte do Hades foi esvaziada de seus ocupantes, que foram transferidos à destra de Deus (Ef 4:8-10, comparado com II Co 12:2-4; Sl 68:18; Zc 9:11,12).A nova habitação dos justos é atualmente chamada de Paraíso.É a esse lugar da presen-ça de Cristo que o crente vai por ocasião de sua partida deste mundo, e é ali que o crente habita em comunhão consciente com Cristo,onde permanecerá também até a ressurreição dos justos(Fp-1.23e 24;2ªCo-5:6a8;1ªTs-4.14a17). A outra parte do Hades ou Sheol, que era separada do Paraíso pelo grande abismo, é a habitação das almas dos ímpios. É a prisão temporária onde os criminosos do universo são mantidos aprisionados enquanto esperam o Julgamento do Grande Trono Branco.

Sob esse tópico devemos considerar o destino futuro das duas classes, os Justos e os Ímpios-aquele destino que tem seu início após esta presente vida terrena e depois do encerramento desta atual or-dem mundana.

I - O Céu em Sua Relação com o Destino Futuro dos Justos

Segundo certas crenças tradicionais, supõe-se que existam sete céus, mas as próprias Escrituras se referem apenas a três:o céu atmosférico(At-14.17);o céu estelar(Gn-1.14);e o terceiro céu(2ªCo-12.2; Dt-10.14).

Através das Escrituras é ensinada a reconstituição do mundo material, mediante a qual este passará da escravidão e da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus.

1. Sua Realidade Bíblica

* Cl-1.5 - “Por causa da esperança que vos está preservada nos céus, da qual antes ouvistes pela palavra da verdade do evangelho.”

Ver Ainda – 1ªPe-1.3a5;1ªTs-4.16e17.

Declaração Doutrinária - O destino celestial dos justos é um fato estabelecido, não pela razão humana, mas antes, pela revelação divina.

2. Sua Forma: Um Lugar

As Escrituras indicam determinada parte do universo, chamada de céu, como a futura habitação dos crentes. As Escrituras ensinam que o céu é um lugar.


II - O Inferno em Sua Relação com o Destino dos Ímpios

Conforme usado aqui, o termo inferno significa habitação e a condição final dos pecadores.

Essa é uma questão a respeito da qual tanto a ciência como a filosofia se mantêm necessariamente em silêncio, ao mesmo tempo que somente a revelação tem permissão de falar contendo autoridade.

“A palavra grega traduzida “inferno”, descreve a habitação, é “gehenna” - o nome dado ao Vale de Hinom, ao Sul de Jerusalém, onde era lançado e queimado o lixo da cidade. À qualquer momento, de dia ou de noite, via-se o fogo com sua fumaça subindo desse vale. Jesus faz dele o símbolo do inferno, onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga.” - Dixon

1. Sua Realidade Bíblica

(1) Estabelecida pela Razão

a) O Argumento Tirado do Princípio da Separação

Esse princípio opera em todos os setores da vida. Os mortos são separados dos vivos: todo cemitério e crematório é um argumento à favor da existência do inferno. O lixo é separado do alimento sadio: toda lata de lixo é um argumento à favor da existência do inferno. O refugo é separado das coisas de valor: cada monte de refugo é um argumento à favor da existência do inferno.

“Aqueles que rejeitam a vida em Deus se tornam, mais cedo ou mais tarde, refugo em seu caráter e, na natureza das coisas, precisam ser removidos para um lugar separado.” – Dixon

b) Argumento Tirado do Princípio da Conseqüência Natural

O inferno é o resultado lógico da seqüência de uma vida de impiedade. O pecado condena tão certa-mente quanto o fogo queima, a água molha ou a enfermidade incurável mata.O pecado significa infer-no, tanto neste mundo como no vindouro. A fumaça do tormento ascende aqui desde o lupanar, desde a taberna, desde a boate, desde a casa do ébrio, desde o tribunal do divórcio, desde a prisão, desde a cadeira elétrica, desde a forca, desde o hospital de alienados mentais, desde a cabaré, desde a vida de homens e mulheres que estão a queimar-se na fornalha de suas próprias concupiscências.

b) Argumento Tirado do Princípio de Restrição

Existem aqueles que se sentem impelidos no crime da iniquidade, com receio do castigo.

Eliminar toda a penalidade pela desobediência à lei é abrir a comportas do crime. “Se houvesse mais pregação de inferno nos púlpitos, haveria menos do inferno em cada comunidade.” - Dixon. O aumento dos suicídios, dos homicídios e de outras formas de crimes, se deve, em não pequena medida, à remoção do temor de toda retribuição futura.

c) O Argumento Tirado do Princípio da Obrigação Governamental

Deus precisa, em viste de sua lei e justiça, impor castigo ao pecador. É preciso satisfazer a justiça ofendida. A penalidade contra lei desobedecida deve ser sofrida. Se isso não for feito em lugar do pecador, terá que ser feito por ele. Uma lei sem penalidade não passa de uma farsa, assim também como uma penalidade não cumprida.

(2) Estabelecida pela Revelação

MT-5.29 - “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.”

Declaração Doutrinária - O fato do inferno está em harmonia com a razão e de conformidade com os ensinamentos da Revelação divina.

2. Sua Forma: Um Lugar

Assim como o céu é um lugar, tendo sua localização definida, assim também é o inferno. Isso é visto pelo fato que é representado como possuidor de habitantes. É ainda demonstrado em razão do fato que os seus habitantes possuem não apenas alma, mas também corpos. Também se pode inferir pela descrição da presente habitação dos ímpios, no “Hades”, como um “lugar” (Lc-16.28), pois é desse local que hão de ser transferidos para outro lugar chamado “Gehenna”. Pode-se ainda afirmar que todos os termos descritivos que são usados a respeito do inferno denotam localidade.

3. Seus Ocupantes: Os Impenitentes

As Escrituras descrevem uma multidão heterogênea que comporá os habitantes dessa morada dos perdidos. Estes representam muitas e diversas formas e graus de pecados e iniquidade, mas todos são culpados e serão condenados.


(1) Satanás e Seus Anjos

MT-25.41 - “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;”

(2) A Besta e o Falso Profeta

AP-20.10 - “e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.”

(3) Homens Ímpios e Incrédulos

AP-21.8 - “Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.”

4. Sua Duração: Eterna

(1) Estabelecido pela Razão

a) O argumento Tirado da Existência Interminável da Alma

A criação do homem à imagem de Deus leva consigo a necessidade de uma existência interminável, pois esse é um elemento muito essencial do ser de Deus e, por conseguinte, necessário no ser do homem, em vista da similaridade indicada pelos termos “imagem” e “semelhança”. Assim como a vida é essencial à existência, assim também a existência interminável implica em vida interminável. As Escrituras nunca representam a alma como sujeita à morte no sentido de se tornar extinta ou passar a um estado de existência inconsciente. Visto que o homem tem existência interminável é necessário, portanto, que passe a eternidade de algum modo, em algum lugar, e , visto que a impenitência dos ímpios exclui a possibilidade de sua reconciliação com Deus e livramento do castigo, é necessário, portanto, que seu castigo seja eterno. Pois o pecado dos ímpios desse modo se torna pecado eterno, e eles mesmos se tornam eternos pecadores (Mc 3:29).

(b) O Argumento Tirado do Sacrifício Infinito de Cristo

“Se qualquer coisa menos que a punição eterna for devida em vista do pecado, que necessidade há-via de um sacrifício infinito para livrar do castigo? Jesus derramaria seu precioso sangue para livrar-nos das conseqüências de nossa culpa, se tais conseqüências forem apenas temporárias? Conceda-se-nos a verdade de um sacrifício infinito, e disso tiraremos a conclusão que o castigo eterno é uma verdade.” - C. H. M.

(2) Estabelecido pela Revelação

Mt 25:46 - “E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.”

Alguns afirmam que a palavra grega “aionios”, traduzida na passagem acima como “eterno” significa apenas um período indefinido de tempo, e que não significa “interminável” ou “eterno”. Essa palavra ocorre cerca de setenta vezes no Novo Testamento, e deve ter o mesmo sentido em cada caso. “A palavra que é aplicada ao castigo dos ímpios também é aplicada à vida que os crentes possuem (Mt 19:16), a salvação e a redenção na qual se regozijam (Hb 9:12), a glória pela qual esperam (II Co 4:17), aquelas mansões as quais esperam habitar (II Co 5:1), e a herança que esperam desfrutar (Hb 9:15). Além disso, é aplicada a Deus (Rm 16:26) e ao Espírito (Hb 9:14). Se, portanto, for sustentado que o termo“eterno”não significa“eterno”quando aplicado ao castigo dos ímpios, que garantia possuí-mos de que significa eterno quando aplicado à vida, à bênção, à glória dos remidos? Que fundamento possui alguém, por mais erudito que seja, para destacar sete casos, dentre os setenta que a palavra “aionios” é usada, para dizer que nesses sete casos ela não significa eterno, ainda que nos casos restantes tenham esse significado? Não dispõe de fundamento algum.” - C. H. M.

Declaração Doutrinária - O inferno é um lugar separado para o Diabo e seus anjos, e torna-se a há-bitação eterna de quem se identifica com Satanás.

BIBLIOGRAFIA

BANCROFT,E.H.Teologia Elementar - Doutrinária e Conservadora.8.ed.São Paulo:IBR,1995. 378 p

3 de abril de 2009

O Casamento de Muitas Igrejas Com O “deus$” Entretenimento

“Rico sou...e não sabes que és um desgraçado,e miserável,e pobre,e cego,e nu”-(AP-3.17ACF)

Meu alvo neste artigo é demonstrar os meios pelos quais o entretenimento se introduziu nas igrejas e-vangélicas nos últimos 120 anos, sua forte presença hoje. E suas terríveis consequências para a pré-gação do verdadeiro Evangelho.

No final do século 19 o grande pregador Spurgeon deu o alerta,ele já prenunciava o declínio que estava por vir nas igrejas em relação à adoração: “O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, ba-ralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, pode-mos, ao menos,prevenir os homens quanto a existência e suplicar que fujam delas”.1 Nessa perspec-tiva, Tozer 60 anos depois em 1950 confirmava: “o entretenimento religioso já está em muitos lugares, rapidamente desalojando as coisas sérias de Deus”.2 Em 1970, Lloyd-Jones já mostrava a pregação, do Evangelho, em crise: a “tendência, hoje (1970), é de depreciar a pregação em prol de várias outras formas de atividade.”3

Todavia, observem a leitura de Timmerman,quase 25 anos depois das palavras de Lloyd-Jones(1990-95):“em muitas igrejas o sermão é uma ilha que diminui cada vez mais em um mar turbulento de ativi-dades.”4 A pregação não é mais vista como sendo a voz de Deus falando ao seu povo.

Mas o que causou todo esse estrago nas igrejas?

I. O Surgimento do Show Business

Charles Spurgeon batalhou muito na Controvérsia do Declínio no final do século 19, mesma época em que a era da exposição começou a terminar. Paralelamente uma tendência mundial começava a nas-cer, o surgimento do entretenimento como centro da vida cultural e familiar. Essa nova filosofia de vida começou a se fortalecer cada vez mais, tomou corpo e norteou todo século 20. Prossegue no século 21 com vigor na vida secular e também na religiosa.

Desta forma,nasceu a era do Show Business a 110 anos atrás.Filmes,dramatizações,programas de auditório, inicialmente rádio e depois tele-novelas com advento da televisão, colocaram o show busi-ness no centro de nossas vidas e também de muitas igrejas.

No show business a verdade é irrelevante. O que realmente importa é se a pessoa está ou não sendo entretida,“feliz”...O estilo é tudo;portanto,atribui-se pouco valor ao conteúdo.Desse modo,se determi-nado programa está com super audiência, isso é o que vale.


No show business a forma como o veículo é passado ao povo se torna a mensagem. Portanto, pode-se dizer que o veículo é a mensagem.5 É essa maneira de pensar que rege o mundo atual. E também a grande maioria das igrejas seguidoras dos métodos a base de entretenimento.


II. Inicialmente a Igreja Resistiu a Sedução do “deu$” Entretenimento

Na realidade, durante séculos as igrejas se mantiveram firmes contra toda forma de entretenimento mundano dentro de seus cultos. Porque o reconhecia como um dispositivo de perda de tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência. E por manterem posições, de santas esposas de Cristo, as igrejas sofreram muitos ataques por parte do mundo.


Porém,nos últimos 60 anos,muitas igrejas se cansaram dessa luta.Optaram por ser politicamente cor-retas e passaram a oferecer uma alternativa de igreja que não confronte o pecado;que amenize o es-cândalo da cruz. Mas, principalmente, que ofereça uma mensagem de prosperidade financeira, e que fale o que o povo quer ouvir. Em fim, uma igreja mais “amigável” e atraente para com o mundo.


A idéia é que se a igreja não pode vencer o “deus entretenimento”, o melhor é unir forças com ele, e aproveitar ao máximo seus“poderes”.Razão pela qual se observa hoje,milhões sendo gastos em tem-plos mais aconchegantes, com palcos especiais, sons de ultima geração, bancadas acolchoadas... E treinamento especializado do pessoal de liderança, mas, não o treinamento bíblico. O foco, agora, é investir na elite eclesial com muitos cursos de marketing, técnicas de crescimento rápido (numérico) de igreja e administração financeira. Por outro lado, o investimento nas pessoas, os membros, caiu drasticamente, pois estes não necessitam estudar a Bíblia, pois seus líderes já lhes fornecem tudo pronto. E assim, tonam-se uma clientela “vip”, ávida por consumir as tão propaladas “bençãos”. Que não são nada barato...

Face a alta rentabilidade das igrejas modernas,as maiores passaram a investir em empresas de comu-nicações,que alavancam cada vez mais seus business.Tamanha é a rentabilidade, que algumas mega -igrejas já possuem: bancos, mansões, jatinhos executivos, carros de super blindagem para os “semi-deuses” que as imperam...


Nessa perspectiva, o sucesso financeiro de alguns “semi-deuses”, através de suas mega-tele-igrejas, tem arrastado muitas igrejas de pequeno e médio porte a se tornarem pobres teatros de quinta catego-ria.Nas quais os respectivos produtores,mascateiam suas mercadorias com plena aprovação dos seus pastores. Pastores, estes, que sonham um dia se tornar um“semi-deu$”.E ainda citam textos bíblicos para justificar tamanha delinqüência.

Alguns pastores justificam que devemos estar a abertos às novas maneiras de evangelizar hoje. Que devemos abandonar o passado que nos enrijece (?). Porque se o método deu certo na mega-igreja tal é porque é bom. Será que toda essa opulência, e seus meios para aquisição de recursos tem a apro-vação de Deus? A resposta é não.

Agora veja:Essa triste realidade que hoje sufoca o verdadeiro cristianismo é aquilo que a igreja flerta-va na época de Spurgeon (1890); que se tornou fascinação nos dias de Tozer (1950). E nos últimos 10 anos se converteu em obsessão doentia para grande parte do segmento evangélico, inclusive em muitas igrejas batistas.

O lamentável é que as mais variadas formas de entretenimento encontradas na igreja de hoje, em sua maioria,são completamente seculares.E pagãs em seu lado místico,desse modo,sem nenhum aspecto cristão.6

Ainda assim,a maioria dos pastores,atualmente,se renderam a adoção do entretenimento como parte litúrgica de seus cultos. O resultado foi:

III. O Casamento da Igreja com o “deus” Entretenimento

O púlpito, em muitas igrejas,transformou-se em mero palco e a igreja,simples platéia.Pastores animam seus auditórios com frases de efeito, contentam suas igrejas com mensagens superficiais...”7

Para os padrões atuais, essas questões que tanto afligiram Spurgeon,e tantos outros,parecem insigni-ficantes hoje. De certa forma,dá a impressão que todos nós já absorvemos tais práticas (de entreteni-mento no culto)como sendo normais.Por ex:Encontros espirituais de jovens são realizados tendo como atração principal “shows de danças” inseridos nos “cultos”...

Outro equívoco que se tornou“normal”são as cantorias repetitivas,mas com muita emoção e sem en-tendimento. Orações inflamadas, regadas a muito “choro” onde todos falam ao mesmo tempo; brados de aleluias e até assovio são partes integrantes do culto moderno.

Se não bastasse tamanha distorção dos princípios litúrgicos do N.T.Após longo tempo de preparação (psicológica é claro) vem alguém (o líder “miraculoso”) trazer uma palavra de fé. A mensagem é muito mais de auto-ajuda que ajuda do auto.Ou então,um“ex-isso”,“ex-aquilo”;vem contar uma história mira-bolante de impressionar a maioria(que pouco pensa).E,ao final,todos saem dizendo: nosso encontrão “bombou”, foi demais...

Em outras palavras,foi demais porque todos se divertiram e se sentiram bem.E há uma razão para is-so: A maioria dos cânticos, orações e mensagens, são meios de auto-reconciliação, de auto-ajuda e auto-aceitação.O resultado final é a sensação de se ir para casa"aliviado"e se sentindo bem,contudo, infelizmente, sem ter verdadeiramente adorado o Santíssimo Deus.

O que condenamos não é entretenimento em si mesmo.8 Mas a equivocada utilização dessa prática como elemento de culto, e principalmente a maligna filosofia que está por trás de seu uso, a mudança no foco bíblico da igreja. Os evangélicos estão usando o entretenimento, nos cultos públicos, como ferramenta de crescimento de igreja sem nenhum filtro bíblico. Nem mesmo a razão, o bom senso está funcionando como filtro. Tal fato é uma subversão das prioridades da igreja descritas no N.T.

O modelo para o“pastor”dessa nova igreja, não é mais o profeta de Deus,o pastor bíblico.Ele agora é o executivo de grande empresa; o político; o animador de programas ( a semelhança dos auditórios das tvs). E assim índice de popularidade para a igreja moderna, se tornou muito mais importante que o nível de espiritualidade.

Contudo, o fato problemático permanece: hoje é difícil encontrar alguém que ouse levantar voz contra todo esse mundanismo dentro da igreja.9

Conclusão

Devemos estar cientes de que a introdução do entretenimento como parte cúltica corrompe a sã dou-trina, descarta os instrumentos primordiais do ministério pastoral: pregação e ensino, o próprio método de Jesus.

A igreja jamais poderá mercadejar o ministério que recebeu de Jesus Cristo,como alternativa de entre-tenimento secular.A igreja é o corpo de Cristo (1ªCo-12.27), suas reuniões são para adoração e instru-ção dos salvos (Ef-4.12).

Nós pastores, somos embaixadores de Cristo para promover a reconciliação dos perdidos com Deus (2ªCo-5.20).Não somos apresentadores e nem animadores de auditório;e nem camelôs.Nosso desafio hoje é nos purificar “de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus” (2ªCo-7.1). Amém

Bibliografia
1 SPURGEON, C.H. The Sword and the Trowel. Another Wrd Concerning The Down-Grade, 1887, p.397.
2 TOZER, AW. The Root of the Righteous. Pensilvania, Christian Publications, 1955. p.33.
3 D. Martyn Lloyd-Jones. Pregação e Pregadores. São Paulo, Fiel, 2001. p.23.
4 John J. Timmerman, Through a Glass Lightly. Grand Rapids. Eerdmans, 1987. p. 97
5 McLuhan, Marshall, in McARTHUR J.F.Jn. Com Vergonha do Evangelho. São José dos Campos, Fiel, 1997. p.74.
6 Ibid. p.75
7 Ricardo Gondim, “Como a Pena de um Destro Escritor,” Ultimato 253 (1998), p. 50-51.
8 Entendo que o entretenimento, seja: esportivo, musical, ou sênica é saudável e necessário ao crescimento do ser humano, e tem o seu momento próprio para tal. Momento este que não é na hora do culto público.
9 TOZER, ibid.

Wilson Franklim-É pastor da Ig.Bat.Vila Jaguaribe,Piabetá-RJ-wilfran@gmail.com

20 de março de 2009

Teologia: Impressões do Egito

Por
RICARDO GONDIM


Escrevo desde o Cairo. Tudo me chama a atenção. As mulheres, escondidas sob véus negros, parecem monjas reclusas; os homens, fantasiados para uma festa de carnaval.

Rodopio. O tornado cultural me deixa tonto. Tento decifrar o que jamais entenderei completamente. Islam, quase onipresente, prevalece aqui. Noto que sou minoria – de novo. Destaco no meio da multidão. Não passo de um turista. Sinto-me frágil. Tenho medo. Estou infectado com a paranóia ocidental. A propaganda imperial grudou em mim. Pressinto que uma bomba explodirá na próxima esquina. Vejo terroristas onde não existem.

Perdido, não decifro o alfabeto que poderia ajudar-me a escolher as esquinas. Como é difícil lidar com novos cheiros, paladaraes e paisagens. Vejo-me no meio de uma cultura em que tudo me espanta, tudo choca, tudo fascina.

Visitei uma Igreja Ortodoxa Copta. O padre é uma mistura de Frei Damião com pastor evangélico. A igreja, iniciada no aterro de lixo da cidade, virou um centro de romaria. O padre Copta realiza uma belíssima obra para mudar a sorte de quem vive do lixo, no meio da mais profunda miséria. Seu ministério oferece um espaço de esperança e reconstrução. No Brasil, entretanto, uma mescla desse tipo jamais seria tolerada pelo status quo protestante. No Egito, seu ministério é celebrado como uma renovação carismática dentro da Ortodoxia Copta. Mas esse tipo de coisa é meandro de um mundo que só os crentes compreendem.

Aqui, participo de uma reunião de pastores e líderes evangélicos do Terceiro Mundo. Somos apenas 40. O fato de estarmos no Egito faz com que a reunião ganhe ares de conspiração. Uma conspiração que almeja ganhar o mundo.De novo, sinto-me meio estrangeiro entre meus pares. Abandonei a ambição de ganhar o mundo. Entendo que isso desestabiliza a alma. Magalomanias não fazem bem à saúde espiritual, roubam as âncoras da alma e sufocam a mente.

Medito. O que significa ser cristão no mundo atual? Como não existem vácuos no universo, Islam cresce em taxas vertiginosas em diferentes regiões do mundo. É a religião que mais se alastra. Séculos depois, os mouros "retomam" a Europa. A França iluminada não se conforma com burcas, mesquistas monumentais e tapetes estendidos para rezas.

Noto que os líderes evangélicos estão assustados. Com todo o planejamento gerencial, com todo o discurso triunfalista de que “Deus é por nós”, eles não entendem porque os seguidores de Maomé se multiplicam como cogumelo. Enquanto os evangélicos se embriagam com cultos à personalidade e tentam provar a autenticidade da mensagem com milagre, o fenômeno religioso do momento é islâmico.

Hoje, visitarei um mosteiro do século IV. Preparo-me para mais sustos.

Soli Deo Gloria.

Neurociências: Brasileiro cria estimulador de medula para ratos com Parkinson.

Por Julie Steenhuysen
Em Chicago
Um pesquisador brasileiro anunciou na quinta-feira os resultados de um estimulador da medula espinhal que ajudou roedores com o mal de Parkinson a se moverem com mais facilidade, o que gera a possibilidade de um dia tratar a doença em humanos de forma menos invasiva.

"Vemos uma mudança quase imediata e dramática na capacidade funcional do animal quando o mecanismo estimula a medula espinhal", disse Miguel Nicolelis, que trabalha na Universidade Duke, na Carolina do Norte, e cujo estudo foi publicado na revista "Science".

Se funcionar em humanos, disse Nicolelis, o dispositivo poderia ser usado para um tratamento precoce da doença, beneficiando mais pacientes do que os atuais estimuladores, que são implantados no fundo do cérebro e só servem a cerca de um terço dos pacientes de Parkinson.

Nicolelis explicou que é mais fácil e seguro instalar um estimulador na medula do que no cérebro. Ambos os tipos usam pulsos elétricos para controlar os tremores e a fraqueza muscular provocados pela doença, que afeta cerca de 1,5 milhão de pessoas nos EUA.

O mal de Parkinson mata as células cerebrais que produzem a dopamina, um neurotransmissor associado ao movimento. Medicamentos de reposição de dopamina podem adiar os sintomas por algum tempo, mas não há cura nem tratamento eficiente.

"Esta técnica é muito mais fácil e barata e pode ser feita em conjunto com uma dose muito menor de medicação", disse Nicolelis por telefone. "Ela trata do mal de Parkinson de uma forma muito diferente."

Em pessoas saudáveis, os neurônios se "acendem" com velocidades diferentes conforme a informação sobre um movimento é transmitida entre o cérebro e o corpo. Nicolelis disse que o problema no mal de Parkinson é que os neurônios se misturam e disparam todos ao mesmo tempo.

A nova técnica envolve a implantação de duas sondas metálicas muito finas em uma pequena venda na coluna, de modo a tocar a parte externa da medula. Uma corrente elétrica então é transmitida, estimulando o sistema nervoso periférico, que passa a informação entre o cérebro e o corpo.

Os pesquisadores testaram o dispositivo em ratos e camundongos com uma forma de Parkinson, em combinação com diferentes doses de uma droga de reposição de dopamina conhecida como L-dopa.

Quando eles testaram o dispositivo sem o medicamento, os animais ficavam 26 vezes mais ativos. Quando usavam a droga, eram necessárias apenas duas doses para produzir movimento; só com o remédio, eram necessárias cinco doses.

12 de março de 2009

Ciência: Fé e Cérebro





















FÉ E CÉREBRO

Cientistas identificam áreas do cérebro ligadas à fé religiosa

Por: G1


A ciência provavelmente não é capaz de provar se Deus existe ou não existe, mas a fé religiosa, pelo visto, é bem real -- ao menos em seus efeitos sobre o cérebro. Pesquisadores americanos estudaram o órgão em ação e conseguiram mapear as regiões cerebrais que entram em atividade quando alguém pensa em Deus, no conteúdo de uma determinada doutrina religiosa ou nas cerimônias ligadas à sua fé.

A pesquisa, coordenada por Jordan Grafman, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, está na edição desta semana da revista científica "PNAS". A primeira conclusão da equipe é que não existe nenhum "órgão divino" especializado no cérebro. Para processar informações, sensações e emoções ligadas à religião e à crença em Deus, as pessoas utilizam regiões do cérebro que também servem para outras funções do dia-a-dia mental.

Isso vale, por exemplo, para quando os voluntários tinham de imaginar Deus relativamente distante do mundo e das pessoas, sem se envolver com os assuntos terrenos; Deus enraivecido e Deus amoroso. Em todas essas situações, as áreas do cérebro que ficaram ativas, de acordo com exames de ressonância magnética, tinham a ver com a chamada Teoria da Mente. A Teoria da Mente é uma propriedade mental humana que tem a ver com a detecção de emoções e intenções em outras pessoas ou seres. É a capacidade que você usa para imaginar por que um amigo ou um parente ficou bravo com você por algum motivo, por exemplo. Nesse caso, os voluntários estão pensando num agente sobrenatural (Deus) como se ele tivesse uma mente como a de outros seres humanos.

Da mesma forma, áreas cerebrais tipicamente associadas com o raciocínio abstrato, a memória e a fala "acenderam" quando as pessoas tinham de pensar em dogmas de sua religião, enquanto regiões associadas com o processamento sensorial ficavam ativas quando a pessoa tinha de pensar em rituais religiosos. Assim, para o cérebro, decorar informações sobre a Santíssima Trindade não seria muito diferente de aprender uma equação matemática, e assistir a uma missa seria parecido com ir ao teatro, por exemplo.

Os pesquisadores ressaltam que a pesquisa foi feita exclusivamente com cristãos ocidentais. A religiosidade de pessoas de outras partes do mundo pode envolver aspectos cognitivos diferentes.

Teologia: O Filão Religioso

O filão religioso
Ricardo Gondim


As Casas Bahia disputam o mesmo mercado que a Magazine Luiza. As duas lojas se engalfinham para abocanhar o filão dos eletrodomésticos, guarda-roupas de madeira aglomerada e camas de esponja fina. Buscam conquistar assalariados, serralheiros, aposentados e garis. Em seus comercias, o preço da geladeira aparece em caracteres pequenos, enquanto o valor da prestação explode gigante na tela da televisão. A patuléia calcula. Não importa o número de meses, se couber no orçamento, uma das duas, Bahia ou Luiza, fecha o negócio - o juro embutido deve ser um dos maiores do mundo.
Toda noite, entre oito e dez horas, a mesma lengalenga se repete nos programas evangélicos. Pelo menos quatro “ministérios” concorrem em outro mercado: o religioso. Todos caçam clientes que sustentem, em ordem de prioridade, os empreendimentos expansionistas, as ilusões messiânicas e o estilo de vida nababesco dos líderes. Assim, cada programa oferece milagres e todos calçam suas promessas com testemunhos de gente que jura ter sido brindada pelo divino. Deus lhes teria abençoado com uma vida sem sufoco. Infelizmente, o preço do produto religioso nunca é explicitado. Alardeia-se apenas a espetacular maravilha.
Considerando que a rádio também divulga prodígios a granel, como um cliente religioso pode optar? Para preferir uma igreja, precisa distinguir sobre qual missionário, apóstolo, pastor ou evangelista, Deus apontou o dedo. E se tiver uma filha com leucemia aguda, não pode errar. Ao apelar para uma igreja com pouco poder, perde a filha.

O correto seria freqüentar todas. Mas como? Em nenhuma dessas igrejas televisivas o milagre é gratuito ou instantâneo. As letrinhas, que não aparecem na parte de baixo do vídeo, afirmariam que, por mais “ungido” que for o missionário, um monte de exigência vem embutida na promessa da bênção. É preciso ser constante nos cultos por várias semanas, contribuir financeiramente para que a obra de Deus continue e, ainda, manter-se corretíssimo. Um deslize mínimo impede o Todo Poderoso de operar; qualquer dúvida é considerada uma falta de fé, que mata a possibilidade do milagre.
Lojas de eletrodoméstico vendem eletrodoméstico, óbvio. Igrejas evangélicas comercializam a idéia de que agenciam o favor divino com exclusividade. E por esse serviço, cobram caro, muito caro. Afinal de contas, um produto celestial não pode ser considerado de quarta categoria. A "Brastemp" espiritual que os teleevangelistas oferecem vem do céu.

O acesso ao milagre se complica, porque todos mercadejam o mesmo produto. Os critérios de escolha se reduzem a prazo de entrega, conforto e garantia.

Opa, quase esqueci! As lojas, em conformidade com o Código do Consumidor, são obrigadas a dar garantia, mas as igrejas evangélicas não dão garantia alguma. O cliente nunca tem razão. Quando a filha morrer de leucemia, o pai, além de enlutado, será responsabilizado pela perda. Vai ter que escutar que a menina morreu porque ele “deu brecha” para o diabo, não foi fiel ou não teve fé.
Mercadologicamente, Casas Bahia e Magazine Luiza estão bem à frente das igrejas. Melhor assim, geladeira nova é bem mais útil do que a ilusão do milagre.

Soli Deo Gloria.

7 de março de 2009

Saúde: "Para ter Auto-controle adote uma Religião afirma Psicólogos"



Para ter autocontrole, adote uma religião, afirmam psicólogos
Religiosos praticantes são mais centrados e disciplinados, sugere estudo.
Versão secular do efeito, envolvendo valores 'sagrados', poderia funcionar.

Se eu estiver realmente decidido a cumprir minhas promessas de Ano Novo para 2009, será que deveria acrescentar mais uma? Na lista de coisas a fazer, deveria acrescentar "ir à igreja"? Esta é uma reflexão estranha para um pagão, porém me senti obrigado a despertá-la com Michael McCullough depois de ler seu relatório a ser publicado na próxima edição da revista científica "Psychological Bulletin". Ele e um psicólogo da Universidade de Miami, Brian Willoughby, revisaram oito décadas de pesquisas e chegaram à seguinte conclusão: a crença religiosa e a devoção promovem o autocontrole.

Será que só a religião pode nos colocar sob controle?

Promessas de virgindade não atrasam vida sexual, diz estudo Em grupo grande, criança fica mais à vontade para trapacear Expressões faciais de emoção são genéticas, diz estudo Em raras ocasiões as pessoas tomam decisões racionais, dizem cientistas Pessoas 'normais' aceitam ordem de torturar outros, comprova estudo Comédias românticas prejudicam vida afetiva, diz estudo
--------------------------------------------------------------------------------
Isso me soou desconfortavelmente similar à conclusão das freiras que me ensinavam na escola, mas McCullough, por sua vez, não tem nenhuma motivação evangélica. Ele confessa não ser, ele próprio, um devoto. "Em relação à religião", afirmou, "profissionalmente, sou fã, mas, pessoalmente, não vou muito a campo." Seu interesse profissional surgiu do desejo de entender por que a religião evoluiu e por que ela parece ajudar tantas pessoas. Pesquisadores de todo o mundo descobriram repetidamente que pessoas devotas de religiões tendem a se sair melhor na escola, vivem mais, têm casamentos mais satisfatórios e são mais felizes de modo geral.

Esses resultados têm sido atribuídos às regras impostas aos devotos e ao apoio social recebido por eles através dos colegas de religião, porém esses fatores externos não respondem por todos os benefícios. No novo artigo, os psicólogos de Miami analisaram a literatura para testar a proposição de que a religião dá às pessoas uma força interior. "Simplesmente perguntamos se havia boas evidências de que pessoas mais religiosas têm mais autocontrole", disse McCullough. "Por um longo tempo, não era legal que cientistas sociais estudassem religião, mas alguns pesquisadores o fizeram silenciosamente durante décadas. Quando você soma tudo, descobre fatos notavelmente consistentes de que a religiosidade se relaciona a um maior autocontrole."

Na década de 1920, pesquisadores descobriram que estudantes que passam mais tempo em escolas religiosas com aulas também aos domingos se saíram melhor em testes laboratoriais para medição da autodisciplina. Estudos subseqüentes mostraram que crianças devotas de uma religião foram classificadas pelos pais e professores como tendo baixa impulsividade, e a religiosidade se relacionou a maiores níveis de autocontrole em adultos também. Pessoas religiosas, conforme foi descoberto, têm mais tendência a usar cinto de segurança, ir ao dentista e tomar vitaminas.

No entanto, o que veio primeiro, a devoção religiosa ou o autocontrole? É preciso ter autodisciplina para freqüentar a escola ou cultos aos domingos, em um templo ou mesquita, então pessoas com menos autocontrole presumivelmente têm menos tendência a manter esses hábitos. Mas, mesmo depois de considerar o viés da auto-seleção, McCullough afirmou que ainda existe razão para acreditar na religião como uma forte influência.

Cérebro

"Estudos de imagens cerebrais geradas enquanto as pessoas rezam ou meditam, mostram muita atividade em duas partes do cérebro, importantes para a auto-regulação e o controle da atenção e da emoção", explicou ele. "Os rituais que as religiões têm encorajado durante milhares de anos parecem ser um tipo de exercício anaeróbico para o autocontrole."



Em um estudo publicado pela Universidade de Maryland em 2003, estudantes expostos de forma subliminar a palavras religiosas (como Deus, oração ou bíblia) foram mais lentos em reconhecer palavras associadas a tentações (como drogas ou sexo antes do casamento). De forma oposta, quando foram preparados com palavras de tentação, foram mais rápidos em reconhecer as palavras religiosas. "É como se as pessoas associassem a religião com a anulação dessas tentações", disse McCullough. "Quando as tentações passam por suas mentes no dia-a-dia, eles rapidamente usam a religião para dissipar esses pensamentos."

Num estudo de personalidade, pessoas altamente religiosas foram comparadas a pessoas que apoiavam noções espirituais mais genéricas, como a idéia de que suas vidas eram "dirigidas por uma força espiritual maior do que qualquer ser humano" ou que eles sentiam "uma conexão espiritual com outras pessoas". Os participantes religiosos obtiveram pontuação relativamente maior para nível de consciência e autocontrole, enquanto as pessoas espiritualizadas tenderam a obter pontuações relativamente menores. "Pensar na unificação da humanidade e na unidade da natureza não parece estar relacionado ao autocontrole", concluiu McCullough. "O efeito do autocontrole parece vir do envolvimento com instituições e comportamentos religiosos".

Isso significa que céticos como eu deveriam começar a freqüentar uma igreja? Mesmo se você não acredita em um deus sobrenatural, poderia tentar melhorar seu autocontrole ao, pelo menos, acompanhar os rituais de uma religião organizada. No entanto, provavelmente isso não funcionaria, como me contou McCullough, pois estudos de personalidade identificaram uma diferença entre devotos verdadeiros e aqueles que freqüentam os rituais por razões externas, como o desejo de impressionar as pessoas ou estabelecer ligações sociais. As pessoas intrinsecamente religiosas têm maior autocontrole, porém os extrinsecamente religiosos não.

Conselho para ateus

Sendo assim, o que um ateu deveria fazer em 2009? O conselho de McCullough é tentar participar de alguns dos mecanismos religiosos que parecem aumentar a autocontrole, como a meditação particular ou até o envolvimento público com uma organização com fortes ideais. Pessoas religiosas, ele disse, são autocontroladas não simplesmente porque temem a ira de Deus, mas porque absorveram os ideais de sua religião em seu próprio sistema de valores, e deram aos seus objetivos pessoais uma aura de santidade. Ele sugeriu que os descrentes tentem uma versão pagã dessa estratégia.

"As pessoas podem ter valores sagrados sem serem valores religiosos", ele disse. "A autoconfiança pode ser um valor sagrado para você, que é relevante para economizar dinheiro. A preocupação com os outros pode ser um valor sagrado, relevante para reservar um tempo para o trabalho voluntário. Você pode pensar em quais são os valores sagrados para você e fazer promessas de Ano Novo condizentes com eles."

Obviamente, é necessário um pouco de autocontrole para realizar esse exercício – e talvez um esforço maior do que ir à igreja. "Valores sagrados já vêm pré-fabricados para devotos religiosos", afirmou McCullough. "A crença de que Deus tem preferências sobre seu comportamento e os objetivos estabelecidos por você mesmo para sua vida deve ser a avó de todos os mecanismos psicológicos para motivar as pessoas a perseguir suas metas. Isso pode ajudar a explicar por que a crença em Deus tem sido tão persistente em todas as épocas."

Teologia: OLHOS QUE NÃO ENXERGAM

OLHOS QUE NÃO ENXERGAM
Preletor: Russell Shedd

A cegueira espiritual é semelhante à tentativa de discernir a tridimensionalidade do mundo a partir de uma fotografia

“Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai. Como você pode dizer: ‘Mostra-nos o Pai’?” (Jo 14.9, NVI). É de conhecimento comum que os descrentes sofrem de uma cegueira espiritual induzida pelo “deus deste mundo” (2Co 4.4). Mas essas palavras de Jesus revelam a possibilidade de estar com Cristo sem conhecê-lo. Deve ser comparável ao galho na Videira (Cristo) que não produz fruto; conseqüentemente, sofre a desgraça da remoção e ser lançado no fogo.
Os deficientes visuais sabem que são distintos dos outros que gozam da visão boa. Os tristes seres humanos, aflitos com cegueira física, reconhecem seu isolamento num mundo escuro. Podem tentar imaginar este belíssimo mundo, invisível para eles, exuberante e com vivas cores, vistas empolgantes de montanhas, rios, oceanos e rostos expressivos.

Temos pena dos que nunca tiveram a oportunidade de se deliciar com a vista perfeita. Mas deficiência física é muito menos sério do que a cegueira espiritual. A escuridão condena todos os que não têm fé a concluir que o mundo físico é tudo que há. A glória do Criador se percebe pela fé, de modo que todos os sinais da glória e da majestade do seu poder e inteligência inseridos neste mundo se perdem na cegueira do materialista.

C.S. Lewis comparou a tentativa de comunicar a existência do mundo espiritual a um incrédulo a uma criatura que em toda sua vida experimentou apenas duas dimensões. Alguém que tenta explicar as três dimensões do mundo real por uma fotografia acha que o triângulo é um caminho e outro triângulo, uma montanha. O indivíduo limitado às duas dimensões fracassa completamente ao tentar compreender a realidade que a fotografia representa.

Como um cão que fareja o dedo da pessoa apontando um suculento pedaço de carne, em vez de virar a cabeça, o homem preso à compreensão materialista do mundo acha que toda essa realidade de Deus, salvação e Céu não passam de imaginação fértil do crente.

Mais complexo é o caso do cristão com olhos abertos, mas incapaz de ver. Paulo ora pelos efésios, rogando a Deus pela iluminação dos olhos a fim de que eles “conheçam a esperança à qual ele os chamou”. Escreveu John H. Newman: “Abençoados aqueles que finalmente verão aquilo que olho mortal não tem visto e somente a fé goza. Aquelas coisas maravilhosas do novo mundo já existem agora como serão então. São imortais e eternos; e as almas que então serão feitos conscientes delas, as verão em sua tranqüilidade e majestade aonde nunca chegaram.

Mas quem é capaz de expressar a surpresa e o arrebatamento que descerão sobre aqueles que finalmente os conhecerão pela primeira vez? Quem pode imaginar, por uma extensão da imaginação, os sentimentos daqueles que, tendo morrido na fé, acordam para júbilo? A vida, então iniciada, durará para sempre; porém, se a memória for para nós então o que é para nós agora, aquele dia será um dia para ser muito celebrado para o Senhor durante todas as eras da eternidade” (Dia 153, Diary of Readings, ed. J.Ballie, 1955).

A falta de ver essa gloriosa realidade escatológica torna esta vida uma cena de competição, ambição e desespero. Crentes se desviam por falta de visão do futuro que não vêem e nem imaginam. Faltando iluminação nos olhos espirituais, ficam presos ao mundo material temporário. Transferem os valores do Céu para a Terra e interpretam a prosperidade em termos financeiros e passageiros. Seguir a recomendação de Jesus parece loucura. “Não acumulem para vocês tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam”, em vez de acumular tesouros nos céus. Isto faz sentido somente para quem tem uma visão clara da realidade além deste mundo material.